No início do próximo ano, a Fundação Champalimaud vai lançar um programa de avaliação de risco global, baseado numa análise do comportamento individual e do registo médico familiar de cada pessoa.
"A ideia é encontrar uma forma de ajudar os homens e mulheres, mesmo aqueles que não têm sintomas nem queixas concretas, a gerir a possibilidade de ter cancro, antes que ele apareça", diz Leonor Beleza, presidente da Fundação, à Lusa. "Hoje em dia, metade dos homens e um terço das mulheres têm ou vão ter um cancro ao longo da sua vida".
A responsável adianta que o programa não visa o diagnóstico precoce de um certo tipo de cancro, mas sim "ver a pessoa como um todo" por forma a compreender se corre risco acrescido de desenvolver a doença.
"Um médico fará uma leitura global da pessoa e ajudá-la-á a compreender se está ou não com uma situação de risco superior à média e que tipo de comportamento e vigilância deve adotar para evitar esse risco", explica.