1. Ricardo
Seguro Pereira, em 2012, decidiu dedicar-se pessoalmente ao negócio da Ant's Basket. A ideia do regresso dos piqueniques
nunca lhe tinha saído da cabeça - ele próprio fã incondicional das
refeições-de-toalha-na-relva: ofereceu-se para organizar a festa de anos de uma
amiga e nunca mais parou. O ano serviu para profissionalizar
o serviço: torná-lo mais acessível e diversificado. O próximo ano
vai ser de crescimento do negócio de organização de eventos em formato de
piquenique: o mercado internacional não pode esperar mais. Espanha e Brasil são
os próximos mercados.
2. Os irmãos
Rita e Miguel também quiseram trabalhar juntos e resolver o problema que
detetaram nas próprias vidas: queriam cozinhar com ervas aromáticas cultivadas
em casa. Decidiram recorrer a uma plataforma de crowdfounding e criaram a stufa, uma marca que vende kits de sementes de
ervas aromáticas. Na caixinha branca, além das
sementes, vêm placas com o nome das ervas, as instruções para uma sementeira
bem sucedida e ainda receitas para criar pratos com uma pitada de cultura
biológica. Os planos para 2013 passam pela expansão internacional.
3. Miguel Santo
Amaro é o braço português desta empresa de quatro países diferentes. As
dificuldades dos estudantes em encontrarem casa para morar nas cidades onde
estudam levaram o português a criar a Uniplaces com
três amigos (o inglês Ben Grech, o argentino Mariano Kostelec e o espanhol Leo
Lara). A empresa, um
site de arrendamento universitário, deu os primeiros passos na Startup Lisboa mas já está além-fronteiras, no
Chile. Entretanto, venceu o prémio das Indústrias Criativas Super
Bock/Serralves e o concurso do público do concurso mundial Creative Business
Cup, na Dinamarca. Hoje tem mais de 18 mil anúncios online e parcerias com 25
universidades nacionais.
4. De Portugal
para o mundo anda também a marca de acessórios de moda criada por Branca
Cuvier. A Baguera ainda é uma marca-bebé mas já tem brincos
e colares e orelhas e pescoços de mulheres no Dubai, Sidney e São Paulo. E, em
breve, estará também em Singapura. É que Branca Cuvier não pára de criar coisas
novas, desde que o DV
falou com ela, em abril deste ano. Mas não é só além fronteiras que
as criações de Branca dão que falar: por cá, os acessórios da Baguera deram cor
ao desfile de Ricardo Preto na última ModaLisboa e até a Time Out Lisboa
considerou Branca uma das pessoas com quem gostava de jantar em 2013.
5. A ideia de
Pedro Caride também não podia ficar de fora desta lista. Quando criou a Por Vocação, Pedro
sabia que o espaço seria muito mais do que uma loja. E limitou-se a tentar
demonstrá-lo aos clientes e amigos que por lá passassem. Além de loja
online, a marca é uma fábrica de materiais digitais e um blogue. E o
Porto ganhou outro ponto de paragem obrigatória.
6. Foi a pensar
na entrada dos alunos recém-licenciados no mercado de trabalho que o Instituto
Politécnico de Beja decidiu avançar com a materialização do jogo do Facebook
Farmville. A ideia da My Farm
foi criar hortas onde os estudantes pudessem trabalhar, acompanhadas
remotamente pelos seus donos - a partir do computador pessoal. O projeto permite aos clientes
terem sempre frutas e legumes frescos, em casa, sem terem as preocupações de um
agricultor inexperiente.
7. A pensar nas mesmas necessidades,
João Daniel criou a À Mão de Semear. A empresa produz e entrega
vegetais biológicos porta-a-porta. A carrinha amarela não tem
descanso na zona de Aljustrel. Os planos passam pela expansão da área de
entregas.
8. A experiência de Luís Pedro Martins em grandes
empresas levou-o a questionar o modelo atual do mercado de trabalho e a cada
vez maior rotatividade de trabalhadores. Por isso, criou a Zaask, uma plataforma online de fazedores e
empregadores. Na verdade, é uma espécie de rede nacional de anúncios de procura
e oferta. Os askers e os taskers relacionam-se através da rede e podem escolher
as melhores ofertas para as tarefas que querem realizar/ver realizadas. No final, a rede funciona por
recomendações - uma espécie de trip advisor do setor empresarial.
9. E se as
ideias que passámos em revista já se materializaram em marcas e produtos, a da TMag ainda está em andamento. É que 2012 foi só
ano de apresentação, o próximo será ano de concretização. Nuno Lourenço não
resiste a boas revistas e lindas t-shirts e, por isso, decidiu criar uma marca
com a qual pudesse aliar essas duas paixões. Propôs o projeto numa plataforma de crowdfunding -
o financiamento ainda está em andamento - e já só resta esperar e mandar
produzir a primeira encomenda de t-shirts que são revistas, com artigos e
ilustrações impressos. E se pudesse vestir um artigo de revista?
10. Maria Marques e Isabel Saldanha não querem que as histórias de 2013 fiquem por contar. Por isso, e depois da Lifestories, andam a vender cadernos que permitem aos seus donos registar uma palavra ou um desenho por dia. Como se fosse uma agenda, mas não sendo. Percebeu? Isso mesmo. E, quem sabe, para registar os primeiros passos do seu próximo projeto no ano que agora está prestes a começar. O projeto a que dão corpo conta histórias de bairro, de família, de empresa. Para que nenhuma fique por contar.
10. Maria Marques e Isabel Saldanha não querem que as histórias de 2013 fiquem por contar. Por isso, e depois da Lifestories, andam a vender cadernos que permitem aos seus donos registar uma palavra ou um desenho por dia. Como se fosse uma agenda, mas não sendo. Percebeu? Isso mesmo. E, quem sabe, para registar os primeiros passos do seu próximo projeto no ano que agora está prestes a começar. O projeto a que dão corpo conta histórias de bairro, de família, de empresa. Para que nenhuma fique por contar.