segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fundação Paga Volta ao Mundo a Estudantes




Empresário que criou Fundação Lapa do Lobo dá apoio inédito no país: paga viagens a alunos da Beira Alta antes de entrarem na universidade. Durante o Gap Year, Tiago e Gonçalo, então com 18 anos, visitaram 25 países.
 
Pagar a estudantes de concelhos do interior do país viagens pelo mundo quando acabam o ensino secundário. 

É esta a aposta, inédita no país, de um empresário que há seis anos doou metade do património para erguer uma fundação para dinamizar a aldeia dos avós, Lapa do Lobo, na Beira Alta.

A fundação – financiada pelo empresário Carlos Torres para dinamizar e apoiar iniciativas culturais e de educação nos concelhos de Carregal do Sal e Nelas.

Uma iniciativa única entre as cerca de 500 fundações portuguesas, das quais cerca de 200 de iniciativa privada. «É certamente um projecto inédito, que é muito útil numa altura em que a maioria das Fundações se debate com falta de dinheiro para este tipo de apoios», diz ao SOL o presidente da assembleia geral do Centro Português de Fundações, Carlos Monjardino. 

A ideia surgiu ao empresário Carlos Torres por acaso durante um encontro com estudantes do ensino secundário organizado pela fundação que criou em 2007 para dinamizar a Lapa do Lobo, aldeia com apenas 700 habitantes. «Ouvi uma palestra de um aluno do 12º ano da secundária de Carregal do Sal, o Gonçalo, que dizia que o seu maior sonho era poder fazer um gap year – uma pausa de um ano nos estudos para viajar antes de entrar na universidade», explica. E decidiu pagar-lhe a viagem. 

Gonçalo Azevedo Silva e o colega Tiago Marques, então com 18 anos, iniciaram um gap year. Entre Dezembro de 2011 e Junho de 2012 percorreram a Austrália, Nova Zelândia, Brasil, China, Nepal Índia, Indonésia e Timor e vários países europeus. «Quis dar a alguns estudantes com 18 anos a oportunidade de fazer a viagem que eu adoraria ter feito», conta o administrador da Resul, empresa de equipamentos e soluções de energia.