Um programa de voluntariado, uma parceria com a Conferência de Edimburgo e a abertura de um espaço às comunidades de leitura são as novidades da 83ª Feira do Livro de Lisboa, que abre dia 23, anunciou a organização.
João Alvim, presidente da Associação Portuguesa de Editores e
Livreiros (APEL), que organiza o certame, disse hoje que a edição deste
ano "vai dar mais voz aos leitores", que vão poder participar em
várias atividades como voluntários.
As inscrições podem ser feitas "a partir desta semana", através do endereço eletrónico voluntariadofeiradolivrodelisboa.pt.
João Alvim afirmou que este programa se destina "a pessoas ligadas
às letras, interessadas na leitura, nos livros e nos ambientes com
autores e editores", tendo sido disponibilizadas 30 vagas.
Os voluntários vão apoiar, na mobilidade, visitantes com
dificuldades, no espaço infantil e no jogo de xadrez gigante que será
montado no Parque Eduardo VII, que volta a acolher a feira.
Este ano a feira altera a data de funcionamento, abrindo no dia 23
de maio, "cola-se às festas de Lisboa" e encerra no dia 10 de junho,
retomando o calendário tradicional, antecipado para abril nas quatro
últimas edições.
O responsável justificou esta mudança confiando em melhores temperaturas, nomeadamente durante o período noturno.
Outra alteração é nos horários, que passam a ser das 12:30 às 23:00,
de segunda a quinta-feira, até às 24:00, às sextas-feiras, das 11:00
às 24:00, aos sábados e vésperas de feriados, e das 11:00 às 23:00, aos
domingos.
Este ano, a feira associa-se à Conferência Literária de Edimburgo,
"considerada a maior no mundo", como afirmou João Alvim, realizando-se
no certame duas sessões sob os títulos "Literatura pode ter caráter
político" e "Romance. Qual é o seu futuro?", que contarão com a
participação, entre outros, dos autores João Tordo e José Rodrigues dos
Santos.
No âmbito desta parceria, realizam-se ainda as "noites da literatura europeia", nas quais estarão presentes vários escritores.
Questionado pelos jornalistas, Eduardo Boavida, da APEL, afirmou que
"esta aproximação foi feita pelo British Council", estando os
representantes dos editores e livreiros "abertos a outras iniciativas
do género".
As comunidades de leitores irão participar no âmbito do projeto das
Bibliotecas Municipais de Lisboa, que este ano "reforçaram a componente
infantil, e irão proporcionar um contacto direto com os editores nesta
área".
Justificando esta opção, Susana Silvestre, da Divisão das
Bibliotecas Municipais, disse que estas "estão a fomentar a literatura
(infanto-juvenil) emergente".
A participação da Câmara de Lisboa inclui ainda diferentes serviços
educativos, valências culturais da cidade e atividades nos museus da
Cidade e da Marioneta e também no Padrão dos Descobrimentos.
No Museu da Cidade está previsto realizar-se "o maior arraial das
palavras" com a colocação de várias bandeirolas com palavras.