terça-feira, 14 de maio de 2013

Feira do Livro de Lisboa mobiliza voluntários



Um programa de voluntariado, uma parceria com a Conferência de Edimburgo e a abertura de um espaço às comunidades de leitura  são as novidades da 83ª Feira do Livro de Lisboa, que abre dia 23, anunciou  a organização. 


João Alvim, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros  (APEL), que organiza o certame, disse hoje que a edição deste ano "vai dar  mais voz aos leitores", que vão poder participar em várias atividades como  voluntários. 

As inscrições podem ser feitas "a partir desta semana", através do endereço  eletrónico voluntariadofeiradolivrodelisboa.pt. 

João Alvim afirmou que este programa se destina "a pessoas ligadas às  letras, interessadas na leitura, nos livros e nos ambientes com autores  e editores", tendo sido disponibilizadas 30 vagas. 

Os voluntários vão apoiar, na mobilidade, visitantes com dificuldades,  no espaço infantil e no jogo de xadrez gigante que será montado no Parque  Eduardo VII, que volta a acolher a feira. 

Este ano a feira altera a data de funcionamento, abrindo no dia 23 de  maio, "cola-se às festas de Lisboa" e encerra no dia 10 de junho, retomando  o calendário tradicional, antecipado para abril nas quatro últimas edições.

O responsável justificou esta mudança confiando em melhores temperaturas,  nomeadamente durante o período noturno. 

Outra alteração é nos horários, que passam a ser das 12:30 às 23:00,  de segunda a quinta-feira, até às 24:00, às sextas-feiras, das 11:00 às  24:00, aos sábados e vésperas de feriados, e das 11:00 às 23:00, aos domingos.

Este ano, a feira associa-se à Conferência Literária de Edimburgo, "considerada  a maior no mundo", como afirmou João Alvim, realizando-se no certame duas  sessões sob os títulos "Literatura pode ter caráter político" e "Romance.  Qual é o seu futuro?", que contarão com a participação, entre outros, dos  autores João Tordo e José Rodrigues dos Santos. 

No âmbito desta parceria, realizam-se ainda as "noites da literatura  europeia", nas quais estarão presentes vários escritores. 

Questionado pelos jornalistas, Eduardo Boavida, da APEL, afirmou que  "esta aproximação foi feita pelo British Council", estando os representantes  dos editores e livreiros "abertos a outras iniciativas do género". 
As comunidades de leitores irão participar no âmbito do projeto das  Bibliotecas Municipais de Lisboa, que este ano "reforçaram a componente  infantil, e irão proporcionar um contacto direto com os editores nesta área".

Justificando esta opção, Susana Silvestre, da Divisão das Bibliotecas  Municipais, disse que estas "estão a fomentar a literatura (infanto-juvenil) emergente". 

A participação da Câmara de Lisboa inclui ainda diferentes serviços  educativos, valências culturais da cidade e atividades nos museus da Cidade  e da Marioneta e também no Padrão dos Descobrimentos. 
No Museu da Cidade está previsto realizar-se "o maior arraial das palavras"  com a colocação de várias bandeirolas com palavras.