Dois grupos de investigadores da Universidade do Porto e da
Universidade do Minho acabam de ser distinguidos pela Fundação
Grünenthal. As equipas receberam o Prémio Grünenthal Dor 2012, num valor
de 7.500 euros, pelos trabalhos desenvolvidos.
Tendo como missão o tratamento da dor, a Fundação Grünenthal premiou
aqueles projetos que mais se destacaram neste sentido. Um deles foi
levado a cabo por seis cientistas da Faculdade de Medicina e do
Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto.
O seu trabalho, intitulado "Hipoalgesia congénita provoca diminuição
da ansiedade e melhoria da aprendizagem", valeu-lhes o Prémio de
Investigação Básica, no valor de 7.500 euros.
"O objetivo era avaliar as alterações de comportamento num modelo
animal com um limiar elevado de perceção dolorosa, que o torna muito
semelhante a algumas doenças humanas de insensibilidade dolorosa.
Verificámos que uma experiência de vida com reduzidos níveis de dor pode
ter efeitos comportamentais benéficos”, explica a líder de projeto,
Clara Monteiro, em comunicado.
Investigação da UMinho também premiada
Investigação da UMinho também premiada
Quanto ao galardão do Prémio de Investigação Clínica, também no valor
de 7.500 euros, foi entregue ao trabalho “Preditores pré e
pós-cirúrgicos da administração de analgesia de resgate após
histerectomia”, de Patrícia Pinto, Vera Soares e Armando Almeida, todos
investigadores da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.
De acordo com Patrícia Pinto, líder da investigação, a decisão dos
profissionais de saúde em administrar analgésicos de resgate 48 horas
após a realização duma histerectomia é influenciada não só pela
intensidade de dor pós-cirúrgica reportada pelas pacientes, mas também
por outras variáveis clínicas, como o tipo de anestesia a que foram
submetidas.
"Os fatores clínicos e psicológicos intrínsecos aos pacientes
desempenham igualmente um papel importante na decisão dos profissionais
de saúde em providenciar analgesia de resgate. Os pacientes com quadros
prévios de dor crónica, com elevados níveis de medo pré-cirúrgico e de
ansiedade pós-cirúrgica, apresentam uma maior probabilidade em receber
analgésicos de resgate no período de 48 horas após a cirurgia",
acrescenta.
Criado pela Fundação Grünenthal em 1999, este prémio tem o valor de 15
mil euros, distribuídos de forma igual pela investigação clínica e pela
investigação básica. O júri do concurso foi constituído por sete
elementos ligados à saúde.
O Prémio Grünenthal Dor é atualmente o mais elevado atribuído, todos os anos, em Portugal, no âmbito da investigação em dor.