A Comissão Europeia informou esta quarta-feira que o dispositivo permite,
para além de diagnosticar a doença, perceber qualquer resistência que o
paciente possa fazer aos medicamentos utilizados normalmente.
O custo do projeto é de cinco milhões de euros, sendo que a União Europeia
financia quatro milhões. Liderado pela Universidade St. George de Londres, pela
empresa britânica QauntuMDx e por equipas da Universidade alemã de Tübingen e
do Instituto Karolinska da Suécia, o dispositivo tem como objectivo conseguir
os mesmos resultados de um laboratório mas em menos tempo e com menos custos,
tornando-o útil para provas de terreno.
O projeto foi desenvolvido em resposta ao número de casos com malária, que
continua muito elevado nos países em desenvolvimento. Segundo a OMS
(Organização Mundial da Saúde), em 2010 foram registrados 219 milhões de casos
de malária no mundo e aproximadamente 660 mil pessoas morreram por causa da
doença.