terça-feira, 28 de maio de 2013

Mia Couto vence Prémio Camões

O júri constituído, entre outros, pelo jornalista José Carlos Vasconcelos e os escritores João Paulo Borges Coelho e José Eduardo Agualusa escolheu por unanimidade o nome de Mia Couto para receber o Prémio Camões. A partir do Rio de Janeiro, Agualusa explicou que Mia é sobretudo um grande contador de histórias.

Mia “faz todo um trabalho com a língua, criando neologismos e tornou-se, numa primeira fase, mais conhecido por isso. Numa segunda fase, sobretudo a partir dos dois últimos livros, ele abandona um pouco isso e acaba por chamar mais a atenção para a própria narrativa, para a próprias histórias em si. E Mia é um grande contador de histórias”, diz José Eduardo Agualusa.

Muito satisfeito com o Premio Camões ficou o editor de Mia Couto. Zeferino Coelho destaca a forma como o autor usa a língua para servir as suas histórias: “Não é apenas uma curiosidade ou uma habilidade, é uma necessidade de expressão daquelas histórias que ele conta. Provavelmente se ele as contasse de outra maneira, elas não seriam o mesmo.”

O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, “pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.

Depois do brasileiro Dalton Trevisan, Mia Couto vence o Prémio Camões 2013. O autor de “Terra Sonâmbula, "O país do queixa andar" já tinha vencido o Prémio Eduardo Lourenço em 2011 e foi homenageado no festival Escritaria, em Penafiel.

Reveja a entrevista do escritor Mia Couto ao programa “Ensaio Geral”, de Outubro de 2011, durante a 4ª edição do festival literário Escritaria.